sexta-feira, 30 de abril de 2010

Geração Y


Oi! Eu sou uma espécie de humanóide capitalista nascida na geração Y. Nice to meet you!
Faço parte daquele lote que nasceu junto com a televisão colorida de controle remoto, dos efeitos especiais cinematográficos, da banalização do sexo, da quebra de tabus. 
Somos testemunhas oculares da Revolução Tecnológica, da modernização dos meios de comunicação. Assistimos de perto o aparelho telefônico convencional perder o fio, ganhar indepência e viajar mundo afora com a chegada do celular.
Somos a Geração Coca-Cola de garrafa Pet; dos discos compactados que vieram aposentar os tão saudosos Long Plays.
Somos descendentes da Geração X. Àquela que comeu o pão que o diabo amassou durante a ditadura, que teve a coragem de sair protestando na rua, que apanhou das milícias. Que perdeu sua sanidade para garantir essa mordomia que temos hoje a qual não sabemos abrir mão.
Nascemos com a Liberdade de expressão decretada em ofício. Por isso fomos superprotegidos. Desafiamos nossos superiores, porém dentro da Lei. Sim, porque nós conhecemos os nosso direitos, desde a fase de larva (infância). Fomos educados e informados através da televisão. 
Aprendemos rápido, agimos imediatamente, fazemos mil coisas ao mesmo tempo e duramos muito pouco em nossos relacionamentos. Trocamos de parceiros, de sexo e criamos novas indentidades. Afinal, nascemos livres!
Nada que seja novidade nos surpreende, aliás isso é até esperado por nós. O que realmente nos impressiona,  deixando-nos enojados são atitudes retrógradas e questionamentos moralistas a respeito das nossas idéias.
Somos a geração que trocou a religiosidade pela vida acadêmica. Damos prioridade à carreira profissional e tentamos equilibrá-la com a vida social.
Citando Humberto Gessinger: "Somos quem podemos Ser, Sonhos que podemos Ter".
E para finalizar:
"A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes."

artigos sobre Geração Y.
Sidnei Oliveira fala mais sobre a Geração Y aqui.

Um comentário:

  1. Legal o texto Deby... Tenho esses questionamentos tb sobre a juventude de hoje. Eu nao sou muito mesmo de protestos nos moldes da epoca da ditadura, a realidade é outra, os meios também tem que ser. Mas mesmo assim, a apatia de não se fazer nada, nem que seja num microcosmos é horrivel mesmo.

    eu, Mega e Silmara, até vamos fazer um videozinho para a cadeira de João de Lima abordando isso de uma forma mais "poetica".

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