sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sob uma nova perspectiva


Ontem fui de penetra numa reunião de um grupo de pesquisa sobre o ensino das artes visuais, na biblioteca central da UFPB com a minha mãe. Fazem parte desse grupo, alunos e ex-alunos (como a minha mãe) da graduação de Artes Visuais da UFPB e alunos do mestrado em Artes Visuais. 
O professor Erinaldo, responsável por este grupo de pesquisa, havia encaminhado um texto de uma autora que no momento não lembro o nome, mas que tratava da Infância e da Criança, separando esta daquela. Cada uma com um significado diferente e como os pesquisadores deveriam olhar para a criança, como surge o interesse delas pelas artes plásticas e como elas se sentem com relação a isso. Durante esta discussão tão gostosa e bastante proveitosa, duas pessoas do grupo apresentaram um micro semninário sobre o seu entendimento do texto referido. Enquanto eu prestava atenção aos Slides e ouvia atentamente as explicações deles, veio à memória um flashback da minha infância.

Principalmente quando se colocou em pauta o porquê de uma criança se interessar pelas artes? De onde começa esse interesse? Será por influência de alguém? A partir desse momento, lembrei-me que a primeira aula que eu tive na vida, dentro de uma escola foi relacionada as artes. Quando você inicia a sua vida escolar, com uns 3 ou 4 anos, você não aprende História, Geografia, matemática e nem gramática. Você aprende a modelar bonecos de massa; a pintar casas, borboletas e coelhinhos da páscoa com tinta guache; você aprende a desenhar as letras do seu nome. Desde cedo a gente aprende a exercitar a criatividade desde o pré-escolar.
A minha lembrança da infância com relação as artes é que sempre se tinha papel e lápis coloridos à minha disposição, não porque a minha mãe é professora de artes, naquela época ela ainda não fazia faculdade. Quando eu não tinha nada pra fazer em casa, não estava afim de assistir a programação da televisão ou quando chovia e eu não podia sair pra brincar do lado de fora com as minhas amigas, bastava um pedaço de papel e um lápis que tudo se resolvia. E eu me divertia muito fazendo isso!
Como eu assistia muito desenho animado, ficava encantada com aqueles traços vivos, falando na tela da tv e quando eu criava os meus personagens de papel, também os imaginava falando iguais aos da televisão. Criava várias histórias que nunca tinham fim e cada um deles tinha nome e sobrenome.
Os pesquisadores ficaram incubidos de analisar esse tipo de relação das artes com as crianças, um trabalho difícil já que, a mente de cada criança é uma caixinha de surpresas. Eles terão de observar o comportamento das crianças em uma creche, conversar com elas, penetrar no seu mundo particular e enxergar a magia das artes através da sua perspectiva. Uma idéia genuína e inédita no campo da pesquisa em artes visuais.

4 comentários:

  1. Legal o relato Debby. O que vc faz hj em dia relativo as artes?

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  2. Hoje o espaço vazio antes preenchido pelos desenhos que eu fazia a Internet tomou conta. Acho que perdi a mão pra desenhar...

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  3. Ah q pena.. já ia pedir para fazer trabalho em conjunto!

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